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VIDA DE RETIRANTE

VIDA DE RETIRANTE

Autor: M. Cipriano

ISBN 9788541606608

Páginas 212

Edição: 2014

Formato: 14 X 21 X 0,99

Coloração: Preto/branco

Peso: 0,27/kg

Tipo de Papel: 75 Gramas offset

Editora: Biblioteca24horas

Preço: R$ 54,58 R$ 28,30
Qtd:
O presente enredo reflete sobre o dia a dia de uma família da roça na caminhada do campo até a cidade. No princípio, ela vivia em paz e em plena harmonia com a natureza, num lugarejo encravado no meio da mata, como tantas vilas rurais por esse imenso território brasileiro. Ali, tirava-se da terra todo o necessário para a subsistência. Ter a propriedade da terra era coisa que não se pensava; um grupo de grileiros, no entanto, apareceu por aquelas bandas e, com artimanha e violência, despeja todo mundo daquele lugar. Então, expulsa da terra, aquela família se vai embora. Passa a peregrinar de cidade em cidade, numa romaria sem fim, até chegar à cidade grande. Jorge, personagem principal do enredo, traz no corpo e na alma as marcas da violência que se manifesta nos movimentos de ocupação do campo pelas grandes plantações, pela instalação de grandes fazendas, pelo domínio político, pelo assédio religioso, pela conivência social e, sobretudo, pelo poder econômico. Ele encarna o reflexo do processo que transforma trabalhadores rurais numa massa de desempregados, fruto do crescimento desordenado das cidades. Incorpora também a árdua vida agreste, em que a marca da luta cotidiana é a agricultura de subsistência. De repente, a vida bucólica e romântica dá lugar à labuta na cidade, na selva de concreto; uma realidade em que há escassez de tudo e onde tudo é trocado por dinheiro. E dinheiro é coisa que ele não tem. Esta obra traduz uma pequena parte, uma centelha, do que vivem as famílias de migrantes em território nacional e dos brasileiros que se vão pelos quatro cantos do mundo. Uma ficção simples com o objetivo de suscitar uma reflexão sobre a realidade que se impôs ao dia a dia de homens, mulheres, famílias e grupos que tiveram que deixar a roça, o lugar onde nasceram, cresceram, criaram raízes e se foram morar nos guetos, bairros, mocambos e favelas, perdendo a identidade pessoal, cultural, política e o sentido da existência seja na manifestação individual ou coletiva da vida, por lhes faltar um trabalho que lhes preserve a cidadania e a dignidade humana. Eis, pois, a singularidade presente na universalidade em Vida de retirante: do arame farpado à favela, a trajetória de uma família.

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